conversando com irene

quinta-feira, 20 de maio de 2010

ANALFABETO, ANALFABETISMO DIGITAL E ANALFABETISMO FUNCIONAL

(pesquisado na internet)

ANALFABETOS
Originalmente, chama-se analfabetos àqueles que não sabem ler e escrever. No passado, o aprendizado da leitura e escrita era restrito a poucos, ao clero basicamente. Mesmo a nobreza era repleta de analfabetos.
Na década de 50, a Unesco definia como analfabeto alguém que não consegue ler ou escrever algo simples, frases nucleares. Vinte anos depois, surgiu o conceito de analfabetismo funcional. Assim, as pessoas que sabem ler e escrever frases simples, mas que não possuem as habilidades necessárias para satisfazer as demandas do seu dia-a-dia e se desenvolver pessoal e profissionalmente representam uma parcela da sociedade denominada de analfabetos funcionais. Resumindo: alguém que não consegue entender direito o que lê.
ANALFABETISMO FUNCIONAL
Com o incremento participativo, vieram os analfabetos funcionais, aqueles que sabem ler e escrever mas não conseguem interpretar um texto, não assimilam sua mensagem.
Analfabeto funcional é a denominação dada à pessoa que, mesmo com a capacidade de decodificar minimamente as letras, geralmente frases, sentenças e textos curtos e os números, não desenvolve a habilidade de interpretação de textos e de fazer as operações matemáticas. Também é definido como analfabeto funcional o indivíduo maior de quinze anos e que possui escolaridade inferior a quatro anos, embora essa definição não seja muito precisa, já que existem analfabetos funcionais com nível superior de escolaridade.
ANALFABETISMO DIGITAL
Com a modernidade, surgiu um outro tipo de analfabetos, isto é, os analfabetos digitais. Será que é possível imaginar pessoas que se precise explicar o computador como máquina de escrever misturada com uma aparelho de televisão, e que não usa papel para guardar as coisas que nele se escreve? Apesar de parecer ser uma coisa impossível, porém há geração, que, com certeza podem necessitar desse tipo de “explicação”. Mas analfabeto digital é aquela pessoa que já reconhece o computador como uma máquina diferenciada de outros aparelhos, mas não sabe utilizar seus recursos, é a pessoa que não consegue entender o valor daquilo que aparece debaixo do cursor do seu mouse, é aquele que precisa ir ao banco todo mês para retirar seus proventos sociais e extratos do PIS, do FGTS, lidar com cartões magnéticos, senhas, etc.
Analfabeto digital denomina aquele que é incapaz de obter informações por meios da informática, ligadas à era digital, como a Internet ou qualquer outro meio ligado a computadores. Tipo de analfabetismo contemporâneo bastante comum em regiões que não possuem eletricidade e/ou suporte à rede mundial de computadores, porém há o caso opcional de desinteresse pela máquina por algumas pessoas que contam com fontes mais tradicionais de informação. Nas próximas décadas, espera-se uma expansão digital em todos os setores econômicos e culturais do globo, podendo causar exclusão social daqueles que não estão aptos a interagir com a informação digital.
PORCENTAGEM BRASILEIRA QUE SE ENQUADRA NO ANALFABETISMO DIGITAL E ANALFABETISMO FUNCIONAL.
Segundo o DR Jorge Marcio Pereira de Andrade – DEFNET
"...Não bastará que todas as escolas estejam conectadas, precisaremos de uma tecnologia educacional que não negue a necessidade do humano como seu principal objetivo, que não caia em uma falsa ilusão de combate às exclusões legitimando novas formas de desigualdades sociais. Em tempos de Sem-teto, Sem Terra, Sem Moradia, Sem Direitos estaremos todos numa atual sociedade excludente, e, portanto, podemos nos considerar também Sem Computador, Sem Informática e Sem Internet? Baseados no fato de que apenas uma pequena camada de população tem acesso hoje à Internet, ou seja, apenas 5% da população mundial, e apenas 2 a 3 % da população brasileira, teremos que nos abrir para a realidade do que se chama de “globalização”. O termo globalização pode ser visto como uma nova roupagem e maquiagem para o que o neoliberalismo vigente nomeia ao que se chamou de Capitalismo Mundial Integrado (CMI), desde a década de 80, termo criado por Guattari (1981, p 211), segundo o qual:

“O capitalismo contemporâneo é mundial e integrado, porque potencialmente colonizou o conjunto do planeta, porque atualmente vive em simbiose com países que historicamente pareciam ter escapado dele (os países do bloco soviético, a China) e porque tende a fazer com que nenhuma atividade humana, nenhum setor de produção fique fora do seu controle”.

Este modelo econômico, atualmente, é taxativo em afirmar que o maior capital atual é a informação, fazendo com que sua utilização acrítica torne-se semelhante ao que se faz com a alfabetização. Um processo semelhante a um Movimento Brasileiro de Alfabetização (Mobral) do passado, e não com um projeto de letramento de um cidadão. Ocorrendo uma produção de práticas apressadas de capacitação de educadores em informática, com discursos e projetos para um possível alfabetismo digital, e não com um projeto de letramento (digital) de um cidadão(ã).

Porém há também iniciativas para enfrentar, nestes tempos, tanto o analfabetismo funcional como o tecnológico, ao mesmo tempo. Vem sendo implantado e implementado, com participação de especialistas, lideres comunitários, cientistas e professores, através da Secretaria de Educação da Prefeitura de São Paulo, SP, um programa chamado de MOVA Digital, numa linha de ação onde os educandos, moradores de comunidades de baixa renda, são os construtores ativos de conhecimentos, utilizando temas geradores de debate, como por exemplo: informação para todos X desinformação, dominação tecnológica X libertação tecnológica, comunicação X solidão e emprego X desemprego tecnológico. Conclui-se, então, mais uma vez, que esta exclusão digital está conectada diretamente ao que se chama de Desigualdade Social, e mais ainda ao que se chama de pobreza e miséria humana, todos aliados ao processo de mudanças no campo do trabalho e na manutenção do desemprego, como nos mostra Tiriba (2001, p.55):

“É importante desmitificar e mediatizar o significado do avanço tecnológico, já que as novas tecnologias de produção e gestão representam uma nova versão de controle sobre o trabalho alheio – agora de uma forma mais elegante e sutil. Embora favoreçam uma maior participação e o acesso do trabalhador a um saber mais amplo, a nova base técnica não terminou com a alienação do trabalho...”
Não há apenas excluídos/incluídos, continuamos na desigualdade, na relação dos on-line e os off-line, dos ricos em informação e dos que se pretende permanecerem pobres na informação. Prevalece, portanto, um consenso, reforçado a partir de 11 de setembro de 2001, que continuamos a transição para a sonhada Era da Informação, caminhando em um novo século sem as mazelas do anterior. Nossas duras realidades econômico - políticas e os conflitos, principalmente os belicosos, quase sempre nos países pobres de recursos tecnológicos, têm nos provado reafirmado este consenso, criando ainda, como nos diz German (2000, p. 113):
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4 comentários:

  1. Olá Irene,
    Muito bom o artigo! Parabéns! Estou fazendo um artigo nessa área também, e gostaria de saber se tens alguma fonte sobre analfabetos digitais?
    Desde já, muito obrigado.
    Everton

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  2. Vovê pode ver em:
    caminhoinclusaodigital.wikidot.com/analfabetismo-digital

    http://pt.wikipedia.org/wiki/Exclus%C3%A3o_digital

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  3. Eu estava procurando a horas sobre analfabetismo digital e funcional ..... Ainda bem que ache no seu blog, esta muito bem explicado.

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  4. achei o teu texto sobre analfabetismo digital muito bom, melhor excelente, e aproveito para pedir autorização para poder usar trechos do mesmo na minha tese de mestrado no paraguya, aguardo tua resposta no email sabinojoaquimdacosta@gmail.com, e desde já o meu muito obrigado

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