conversando com irene

terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Ah um tapinha não dói! ... Um tapinha não dói!...

20/12/201

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    Querido(a) leitor(a), não me condene pelo título dessa minha crônica, ele é frase refrão de um conhecido Funk, mas isso não é motivo para que você, que talvez  não aprecia essa modalidade de música, não vá ler-me. Principalmente porque o assunto aqui é outro bem diferente...
     A letra da música fala de um tapinha como um estímulo sexual, e eu pretendo falar do tapinha que nossos  representantes em Brasília têm se ocupado...  Há tapas muito mais ofensivos que não são vistos, porque nossos ilustres representantes não se ocupam deles... Pelas ruas há muitos traficantes ajudando pessoas a darem um tapinha  na heroína, craque ou algo mais moderno... Há tantas mulheres sofrendo agressões físicas seja de seus parceiros, ou mesmo na rua com maníacos violentadores.  Há o tapa que a sociedade dá àqueles que não têm nem como se defender da miséria, do descaso,  da indiferença...
     Há tanta coisa importante para nossos legisladores verem, e eles querem se meter na forma como nós pais, mães, educamos nossos filhos... Lei contra a pedofilia e violência contra o menos (criança e adolescente) já existem e estão previstos no Estatuto da  Infância... Não há necessidade de  ocuparem de seus preciosos votos para aprovarem um projeto de lei que proíbe pai ou mãe de dar um tapinha em seu filho quando sente que a palavra não foi suficiente...
     Nem venham me dizer que sou a favor de surrar filhos, mas exercer sobre eles a correção e se para isso tiver sim que recorrer a umas palmadinhas, garanto que a criança não irá morrer, mas nossos preocupados legisladores, por falta de serviço (veja que fui irônica aqui), querem tirar o nosso pátrio poder e autoridade sobre nossos filhos... E como resultado, crescem filhos sem nenhum respeito pelos pais, cria-se delinquentes juvenis, jovens sem limites, que se tornam índices estatísticos para o  Estado,... e consequentemente o tapinha que eles não levaram na infância se transformam em agressões da polícia sobre eles como forma de coibir suas ações libertinas e desenfreadas...
     Não estou aqui defendendo a bandeira da palmada, mas àquela que dá aos pais o direito de decisão sobre a educação que devem efetuar junto e sobre seus filhos... O nosso legislativo, deve se priorizar em fazer leis que tragam benefícios para a sociedade, que se revertam em progresso sócio, cultural, econômico da nação, e acima de tudo que façam valer a soberania dos direitos dos cidadãos(ãs), não se intrometer no meio da família e decidir pelos pais o que fazer com seus filhos...
     Meu menino mais novo, desde pequenino, sofria de problemas estomacais, e deveria se alimentar em período curtos para não sentir dor, e  sempre foi pirracento demais. Quando tinha que sair com ele  sempre levava frutas, biscoitos, suco, iogurte, de tudo o que ele gostava para ir variando e ele não passar  muito tempo sem se alimentar... Certo dia, voltávamos  de uma consulta médica e ele estava de barriguinha cheia, e logo seria hora de almoçar... Ele viu o carrinho de picolé e fez uma pirraça descomunal, e eu disse "não"...
     Uma senhora vendo aquilo, passou por cima do meu "não" e deu o picolé a ele. Logo à frente, ele jogou pouco mais da metade do picolé fora, porque não aguentou tudo... Ali mesmo eu tirei a sandália e dei umas três nele e cheguei em casa e o coloquei de castigo, onde chorou até dormir... Quando acordou, eu conversei com ele sério, como uma mãe deve falar a seu filhinho de três anos que faz pirraça... Daquele dia em diante ele não repetiu tal ato...
     O que aquela mulher fez foi cheio das boas vontades, das boas intenções,... mas diz um velho adágio popular que “de boas intençôes o inferno está cheio”. Ela passou por cima de minha autoridade materna e eu não admito isso...
     Criei meus filhos sozinha e não serão meus amigos legisladores que vão determinar a forma como vou educá-los... Eles ( os legisladores) deviam olhar mais é para a corrupção deslavada que acomete toda a nação, os crimes de colarinho branco,  as verbas que são desviadas, os privilégios dos bancários...
     Papai falava que “quem dá o pão dá o ensino”, e ensina à seu modo,... aquilo que julga ser o melhor a seus rebentos. E, definitivamente, quem dá o pão a meus filhos, sou eu,... e eu não sou obrigada a aceitar que terceiros decidam por mim na educação deles...
     Vereadores, Deputados Estaduais e Federais, Senadores... por favor, né!!! Minha casa e minha família não é “a casa da mãe Juana, onde todo mundo manda”... Procurem ser competentes naquilo que é sua função e deixem os pais cuidarem de suas famílias...Afinal, vivemos em um país democrático (ou não???) em que os pais deveriam ter liberdade de ação sobre as decisões em seu lar, a educação dos filhos deve ser de (in)competência dos pais e não do Estado, que já é (in)competente em muitas coisas...

Irene Cristina dos Santos Costa - Nina Costa, 20/12/2011
Nina Costa
Enviado por Nina Costa em 20/12/2011
Reeditado em 20/12/2011
Código do texto: T3397920

domingo, 18 de dezembro de 2011

Nú artístico

                             

Ele olha para a alvura de sua tela
E a ama assim tão pura e singela
Como na rama uma rosa virginal
Desnuda das noções de bem e mal...

Acaricia como quem escreve um poema
E deita sobre ela a pena e seu dilema
Em sinuosas ou retas linhas compulsivas
Carregadas de desejos e ânsias lascivas...

E marca a tela nua com seus o sonhos
E crava em sua matéria seus desenhos
Penetra sua textura com suas cores
A impregna de sua falta de pudores

O ritmo, a força em movimento incisivos
Nas formas protuberantes, no impreciso
No abstrato sonho do pintor que aos poucos
Tatuando  em sua tela seu amor tão louco...

Deitada entre objetos de porcelana
Uma linda e sensual figura humana
Com flores espalhadas em seu peito
E languidamente solta em seu leito

Mentindo ter feito um nú artístico
Assina e põe um nome característico
Mas escondido o pintor se inflama
Plasmou, na tela, a imagem de quem ama...

Irene Cristina dos Santos Costa -Nina Costa, 17/12/2011

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               Inspirado no maravilhoso poema recitado
             "PAIXÃO OBJETO DE DESEJO" de Jasper Carvalho
  http://www.recantodasletras.com.br/audios/poesias/45605
 
Enviado por Nina Costa em 18/12/2011
Reeditado em 19/12/2011
Código do texto: T3394799

sábado, 3 de dezembro de 2011

LOTAÇÃO 348

        (imagem do Google)

Estávamos na lotação 348, sentido Riocentro-Castelo via Linha Amarela-Av. Brasil, ônibus superlotado de pessoas que, por certo, voltavam de um dia fustigante de trabalho. Uns dormiam com a cabeça pendendo para o lado, outros ouviam música em seu celular, os que estavam em pé, se acotovelavam em busca de um espaço inexistente e o desconforto crescente e o cansaço aparece estampado no rosto dos passageiros.
Em um determinado ponto do percurso, um passageiro grita para o motorista: "Parceiro, dá um guento aí que a cerveja fez efeito, deixa a porta aberta que eu já volto". E o motorista faz o que o rapaz pede, e ouve-se um crescente de revolta entre os demais pasageiros, em um eco de insatisfação: "Poxa, pra pegar a gente que trabalhou o dia todo o motorista tem pressa, porque está trabalhando, mas pra esperar o cara mijar por causa da cerveja não tem pressa não."
O motorista por sua vez retruca com os demais ocupantes da lotação, revoltados, dizendo que "se fosse algum deles que pedisse de outra vez, não iria parar".
Agora, alguém pode até me perguntar porque estou falando de um assunto tão banal e corriqueiro, que ocorre talvez, diariamente no movimentado trânsito carioca e que, por certo passar despercebido de muitos... Isso  chamou a atenção desta capixaba em visita ao Rio, principalmente para ressaltar um aspecto muito singular de nossa sociedade: a corporatização.
Geralmente criticamos nossos políticos porque, no exercício daquela que deveria ser sua função (gerir com dignidade o Município, Estado, Nação), atuam corruptamente, favorecendo a si e a seus pares, ignorando os direitos dos cidadãos comuns que os elegeram. Mas observei, em menor escala, que a mesma coisa fez esse motorista de ônibus em relação ao "parceiro" que precisava aliviar sua necessidade biológica em uma via pública. O motorista não pensou nos demais passageiros, cansados que voltavam de um dia fustigante de trabalho, mas quis favorecer ao parceiro que havia, em plena quarta feira, lotado a cara de cerveja que já começara a fazer efeito. E o motorista ainda tentou justificar seu ato corporativo.
A lei não diz que é proibido urinar em lugares públicos, sendo passível de prisão quem o faz? A lei responsabilidade fiscal, por exemplo, não diz também que desviar verbas é crime, passível a punição?... Qual é mais criminoso: o que faz xixi em via pública ou o que joga "merda" no ventilador da política nacional com tanta corrupção e falcatruas? Em maior ou menor escala, as atitudes são incorretas e como dizia meu velho pai: "é de pequeno que se torce o pepino" e como exigir que nossos governantes sejam sinônimos de honestidade, incorruptividade, se nas pequenas coisas, muitas vezes temos atitudes incorretas: parar pra o cara mijar na rua; não devolver aquele troco recebido à mais; persistir na típica ideia de "levar vantagem" sobre alguém ou dar um "jeitinho" pra se prevalecer em determinada situação. Penso, que a moralização começa em nós, a quebra de velhos paradigmas começa com a quebra de pequenas atitudes corriqueiras como esta que presenciei na lotação 348...

Irene Cristina dos Santos Costa - Nina Costa, 02/09/2011
Enviado por Nina Costa em 02/09/2011
Código do texto: T3196071

AD...VERSO


É cedo ainda
Ou tarde demais?
Não sei se lhe faço guerra
Ou busco a nossa paz
Nossa amizade,
Nossos desejos,
Nossa loucura
Fantasias e doces beijos...
Se é cedo ainda
Ou tarde demais,
O relógio do tempo
Não me satisfaz
Quero seu choro
Sua lágrima de crocodilo
Suas promessas vãs
Nossos idílios
Quero a esquina de teu verso
Ainda que adverso ao meu amor
Se é cedo ou tarde...
Pouco me importa
Ainda me arde o teu sabor
Feche essa porta
E "vamos fazer poemas"...
Irene Cristina dos Santos Costa Nina Costa, 31/08/2011
Nina Costa
Enviado por Nina Costa em 31/08/2011
Reeditado em 05/09/2011
Código do texto: T3192221

É POESIA


É poesia
O sonho acordado
O  sol apaixonado pelo dia
O flerte com a lua e sua alegria
Encontros furtivos, amores imprecisos
Sim, é poesia o entrelaçar
A sede nos olhos,
O beijo no olhar
É poesia se enamorar...
Nina Costa
Enviado por Nina Costa em 29/08/2011
Código do texto: T3188612

A ÚNICA RESPOSTA


Onde repousarei a carcaça cansada de minhas guerras?
E depositarei os restos de minhas vanglórias?
Sou inferior aos vermezinhos de Jacó
Sou o mais insignificante dos filhos de Eva...

Meus sonhos são sonhos de mero mortal
E sempre  relutando entre bem e mal
Minha natureza pecadora e passional pende
Às mais torpes paixões e estertores...

Onde poderei deixar quedar o corpo pesado?
E poderei enterrar meus ossos alquebrados?
Deixar putrefazer a minha carne morta?
Porque eu sei que esse corpo é perecível
E a matéria da qual eu sou formado não é eterna
E a terra da qual sou pó há de acolher-me um dia.

Descansará no céu a alma etérea?
Será aos pés de DEUS lugar eterno?
Ou baixará ao último dos infernos?
Quem pode assegurar-me tal destino?

Será Senhor, que existe uma luz?
Ao fim nos resta apenas um sacrifício
A única  resposta é JESUS...

Irene Cristina dos Santos Costa - Nina Costa, 29/08/2011
Enviado por Nina Costa em 29/08/2011
Reeditado em 03/09/2011
Código do texto: T3188110

AH! EU NÃO POSSO!...


Ah! Eu não posso!
Não tenho  o poder de vencer as suas dores
E nem prevalecer aos seus temores
Ao seu medo de se arriscar a ser feliz.
Dá-me seu corpo
Seu desejo
Seu extremo gozo
Mas seu coração nunca foi meu
Seu sentimento é para mim, como um sopro
E eu queria ser seu furacão
Sua Irene, seu tufão
Deixar bem revirado esse seu interior
Depois do amor
Colocar tudo de mim nos lugares secretos do seu coração
Mas eu não posso...
Não tenho o poder de vencer as suas dores
E nem de prevalecer aos seus temores
Por isso,...Enquanto a lava desse amor jorrar em mim
Escorrendo nas artérias do sentimento
Contento-me em tentar fazer você feliz...
Irene Cristina dos Santos Costa - Nina Costa, 29/08/2011
Nina Costa
Enviado por Nina Costa em 29/08/2011
Código do texto: T3188070

GRITOS DO SILENCIO


O vazio do silencio ecoa no vento
E enche o pensamento que voa
No oco do tempo e do senso
Loucura
Insanidade
Mistura de loucas verdades
Um resquício de ciência
Consciência de fé e de poder
Gritos do silencio no escuro da noite
“Não quero enlouquecer”
Camisa de Vênus ou de força?
Fugacidade ou prazer?
O vazio do silencio ecoa
Em mim
Em você
Voamos no vento e nos perdemos no tempo
Vazios de senso e de querer
Gritos de insanas verdades perturbam meu ser
Loucura
Insanidade
“Não quero enlouquecer”
Preciso de você
Consciência
Embora não saiba nem pra quê...
Irene Cristina dos Santos Costa – Nina Costa, 26/08/2011
Nina Costa
Enviado por Nina Costa em 26/08/2011
Código do texto: T3184361

O AMOR?


                            O amor
                          Faz a gente
                    Agir tresloucadamente
                    Depois se arrepender...
                       E se arrepender
                    de ter se arrependido
             O amor,... O amor faz a gente perder o juízo.
Irene Cristina dos Santos Costa - Nina Costa
Nina Costa
Enviado por Nina Costa em 25/08/2011
Código do texto: T3181485

CORAÇÃO


O coração anda disposto a se arriscar,
Porque descobriu que amar
É novidade
É sol entrando na fresta da janela, pra despertar a alegria
É canto de pássaros no mistério do alvorecer
É vida em flor que sesabrocha em abraços e carinhos
O coração, não quer gaiolas d'ouro mais não
E bicho solto, passeia sobre outros ninhos
Quer conhecer o horizonte
Quer abrir suas asas e se expandir na liberdade do amor supremo
E assim, sereno, no peito da pessoa amada descansar
Sonhar de amor e enfim amar
O coração traz em si a primavera
E exala o perfume do cio na terra, no solo fétil da emoção
Porque descobriu que amar
É novidade
E se faz novo, o coração.
Irene Cristina dos Santos Costa - Nina Costa, 23/08/2011
Nina Costa
Enviado por Nina Costa em 23/08/2011
Código do texto: T3177885

TIMIDEZ


Quando ouço  passos
Fica  em descompassos
Meu coração
E sem olhar, sei que é você,
Vindo, sorrindo, em minha direção
Tento fingir,
Até disfarço,
Tento esconder a revolução
Mas meio tímida, bem de soslaio
Vejo vem vindo, quase desmaio
De emoção
Amor febril e inocente
Deixa em sobressaltos
Minha emoção
Tento fugir, tento esconder
Mas não tem jeito, sou tua menina
Eu simplesmente amo você
Nina Costa
Enviado por Nina Costa em 18/08/2011
Reeditado em 05/09/2011
Código do texto: T3168332

ESTOU EM TI


Estou em ti como em mim estás
Nas coisas que escreves,  em seu poetizar
No desassossego, no peito apertado
Em teu som em sussurros no ouvido
Que ecoa em gemidos:  te amo, meu par!
Estou no teu medo, em  tua alegria
Em todo teu dia desde o despertar.

Escuta-me dentro do teu coração
Te amando, e chamando : vem logo me amar
No ritmo e no tom de  tua respiração.
Quando o vento tocar tua pele sou eu
Que acaricio teu corpo que é  meu.

Estou em ti nos desejos profundos
No gozo que sentes , em todo  teu mundo
Estou em ti, como estás em mim
No jeito que sabes me fazer sonhar
No desejo distante, a todo instante

No jeito de  a mim tu  te entregares
E me capturares no som de tua voz
Provocando em mim, saudades de nós
Estou em ti como em mim estás ...
Irene Cristina dos Santos Costa - Nina Costa, 18/08/2011
Nina Costa
Enviado por Nina Costa em 18/08/2011
Reeditado em 19/08/2011
Código do texto: T3166841

DECLARAÇÃO DE AMOR ETERNO


(Em homenagem ao lindo amor de minha mãe por meu pai,um amor forte e sublime que nem a morte apagou)

Depois de tantos caminhos, seguindo juntos
Depois de tantas noites que enamorados,
Abraçados, dormimos juntos
Depois de tantos planos que encantados pela vida,
Tecemos juntos
Estou bem do Teu lado,
E ainda apaixonada
Te amo muito...

Amado meu
Depois de tantos anos que convivemos
Depois de tantas juras que nos fizemos
Depois de tantos  mares que navegamos
E todas as tempestade que enfrentamos
Sigo te amando tanto e por toda vida
E sempre que te vejo,
E sempre a cada beijo
Te amo mais ainda

Amado meu
Depois de  ao teu lado ter envelhecido
Depois que o tempo  te levou de mim no adeus
Depois de a morte ter-nos os corpos desunido
Encontro teu quente amor fluindo no meu
E encontro na lembrança e na saudade
Sentindo. amado meu,
Que te amo ainda...
Irene Cristina dos Santos Costa - Nina Costa, 16/08/2011
Nina Costa
Enviado por Nina Costa em 16/08/2011
Reeditado em 16/08/2011
Código do texto: T3163292

AMOR POESIA


Não rasgue os versos
Que nas noites de insônia
Escreveu pra mim
Não minta em palavras resolutas
Dizendo que o  amor
chegou ao fim
Não quebre as promessas
Feitas nos momentos de amor tão lindo
Nas horas em que sorrindo, lembra de nós
Porque o seu lirismo entranhado, a sua voz
No âmago do meu corpo inteiro, ressoa
E o toque de suas mãos me faz poesia
Ah esse amor  é verdadeiro...
Irene Cristina dos Santos Costa – Nina Costa, 16/08/2011


             Linda interação do amigo poeta Nasser Queiroga

                       Quantos versos rasgasdos,
                       Quantas folhas arrancadas,
                         Em noites acordadas,muitvadas pela dor!
                     Em um coração transpassado,
                     Que aos poucos exvazia-se,
                        Já sem vê o meu amor!
Nina Costa
Enviado por Nina Costa em 16/08/2011
Reeditado em 25/09/2011
Código do texto: T3162822

PAI


                                PAI:

                 DEUS QUE SE FEZ HOMEM

      E ADOTOU SEU NOME PRA SE DISFARÇAR.

Irene Cristina dos Santos Costa - Nina Costa, 13/08/2011
Nina Costa
Enviado por Nina Costa em 13/08/2011
Reeditado em 13/08/2011
Código do texto: T3157172

É QUENTE


                 "AMOR É FOGO QUE ARDE SEM SE VER..."
                       
                          MAS EU PRECISO VER?
                       
                            AI COMO É QUENT

ESTAÇÕES DO AMOR


Amor
Coloca-me em tua caixinha de segredos
E de poesia
E faça-me o teu desejo,
Alimento,
luz,
Magia...
Passeie teus olhos sobre mim
Em tuas manhãs de primavera
Sou teu jardim de fadas e quimeras!
Degusta-me o sabor doce e cítrico nas tardes de outono
Sou fruto no ponto a saciar teu paladar!
Acenda-me em teu aconchego  nas noites de inverno
Sou chama que se inflama em tua combustão!
Refresque-me em tuas fontes nos dias de verão
Sou tua essencia fluidica ao arrebol!
sou tuas estações,
tua catherina,
sou tua alegria,
 tua menina...
Decore-me em tua pele como flor a dar-te alegria
Ou como uma serpente a devorar teu nexo.
Irene Cristina dos Santos Costa - Nina Costa, 12/08/2011
Nina Costa
Enviado por Nina Costa em 12/08/2011
Reeditado em 12/08/2011
Código do texto: T3155008

INOCENTE


Ninguém me disse que amar é complicado
que requer entrega e desprendimento
que esse sentimento
cresce e se avulta
e pega de surpresa, assim sem avisar
e tira os pés do chão e faz sonhar
e leva à loucura quem não sabe amar...

Não me avisaram
que o amor é quente e frio
é como um rio em constante desaguar
é movimento e calmaria
que dia após dia
nos faz delirar e pensar que enlouqueceu de amar...

Não me prepararam para esse turbilhão de emoções
para essa movediça das razões
do peito a arfar
da pele a arrepiar
do corpo em desafios de amar...

Mas também, ninguém lembrou de informar
que amor, que se doar vale a pena
e que o bom de tudo é se encontrar
assim de alma serena nos braços de amar...
Irene Cristina dos Santos Costa - Nina Costa, 12/08/2011
Nina Costa
Enviado por Nina Costa em 12/08/2011
Reeditado em 12/08/2011
Código do texto: T3155000

FLOR


Há uma flor desabrochando em mim, amor
A qual haja de colher pra se alegrar

Entre a suas vestes deitada ao peito
Roçando a sua pele há de marcar
O cheiro exalando em suas narinas,
O gosto dessa rosa a desabrochar
O toque de suas mãos entre suas pétalas
A flor, de amor, vai se despetalar
E espalhar amor sobre seu peito
E perfumar seu corpo de tal jeito
Que mesmo sem querer irá de lembrar:

"Sorvi seu mel tão desejado, flor amada
Deliciei-me em seu  nectar sagrado,
No quente  do jardim da minha cama
E as folhas-roupas espalhadas pelo chão"
Irene Cristina dos Santos Costa - Nina Costa, 10/08/2011
Nina Costa
Enviado por Nina Costa em 10/08/2011
Reeditado em 14/08/2011
Código do texto: T3152121

BENDITA


( texto em homenagem aos meus filhos, alegria da minha vida)

Bendita seja a tua alegria
Teu sorriso farto e fácil de canto a canto da boca
Com todos os dentes e todas as covinhas no rosto
Com todo o sol trazido no olhar
Com todo o vento  a ventilar em teus sonhos...
Bendita a tua alma solta e expansiva exalando luz e cor
Nas horas que desperta o dia com o brilho iluminando a face
Brincando de contagiar a todos de  pueril felicidade
Benditos teus vestígios pela casa
 As migalhinhas e farelos de fantasias
Que deixas espalhadas pelo chão
As penas de  tuas asas no carpete da sala
Os pedacinhos de nuvens  grudadas em teu colchão
Bendita a tua existência a festejar a vida
Bendita, na verdade, sou eu por ti.
Irene Cristina dos Santos Costa – Nina Costa, 09/08/2011

Nina Costa
Enviado por Nina Costa em 09/08/2011
Reeditado em 01/10/2011
Código do texto: T3150435

SE TEM JEITO...


Não é possível...
Que além dos montes que me separam de ti
Hajam segredos escondidos em cavernas subterrâneas
Nos rios das artérias que deságuam em seu coração?
São os montes de Vênus ou de Marte
São castelos de areia por toda parte
São texturas de sonhos e ilusão.
Se tem jeito...
Me aninhe então nesse teu peito
Me revele o que queres que eu  faça
Me ensine a te amar mais,...  e direito...
Antes que o cristal da emoção se quebre
E o meu  forte desejo se negue a te desejar
E a nascente se seque em minha alma
E eu, então, pura e simplesmente
Desista d’ em teus braços de amor me entregar.
Irene Cristina dos Santos Costa – Nina costa, 08/08/2011
Nina Costa
Enviado por Nina Costa em 08/08/2011
Reeditado em 08/08/2011
Código do texto: T3147558